Escriba

O saber da escrita foi, em todos os tempos, o grande garante de que a memória dos feitos não se perdesse ao esquecimento, ficando guardada para os vindouros, como testemunho das cousas passadas. Por meio da letra se firmavam leis, se escreviam ordenações e se perpetuavam mandados de reis, de grandes senhores e dos homens de Deus.

Tal mister não era dado a qualquer, antes exigia engenho, estudo e mão segura, bem como ciência da arte de bem escrever. Muitos eram aqueles que, formados em mosteiros e conventos, ou instruídos por mestres doutos, se dedicavam a tal ofício.

O escrivão era, pois, o que se ocupava do registo de escrituras, leis, contas e outros assentos necessários ao governo e à ordem. Por vezes fazia ofício de secretário, contador ou copista, sempre atento ao rigor da palavra escrita e ao segredo que muitas cousas requeriam.

 

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